Conto “A última chance” foi dedicado a uma escritora e fisioterapeuta de UTI que está na linha de frente contra o Coronavírus (COVID-19)

“A última chance” é meu mais novo conto lançado na Amazon e inspirado na pandemia contra o Coronavírus (COVID-19). Essa história é dedicada especialmente a minha grande amiga, Vivian Limongi, que, com garra, enfrenta essa grande pandemia na linha de frente, na Coordenação do Serviço de Fisioterapia de um hospital público de Piracicaba-SP.

Vivian é escritora de romances desde os 14 anos de idade e fisioterapeuta desde 2010, quando se formou pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Em seguida se especializou em Fisioterapia Respiratória em UTI de Adultos pela Universidade de Campinas ( Unicamp) e Mestre em Ciências da Cirurgia pela mesma instituição em 2012. Juntas, escrevemos o livro “A Intocável – Um amor, um pacto, uma renúncia”, lançado pela Editora Letramento em 2018, e o e-book “Como Pétalas ao Vento”,  romance de época lançado na Amazon em 2019.

Novos capítulos de “A Última Chance” foram postados aqui no blog toda terça-feira e sábado, de abril até meados de maio, mas a partir de 5 de agosto, o conto ficou disponível apenas pelo site da Amazon. Essa trama, inspirada na pandemia do Coronavírus (COVID-19), conta a história de uma pesquisadora brasileira que luta para encontrar um medicamento que aniquile, de uma vez por todas, o vírus mortal que ronda a humanidade, quando, seu noivo Miguel, um médico que trabalha em atendimentos de urgência, também é diagnosticado com a doença. Clique aqui para saber mais sobre essa história. 

O e-book também você encontra aqui.

O conto A Última Chance também está disponível em formato de e-book na Amazon e no Kindle Unlimited.

Fisioterapeuta relata desafios na UTI contra o Coronavírus (COVID-19)

Especialmente como um evento de pré-estreia do conto aqui no blog, eu entrevistei a fisioterapeuta e escritora, Vivian Limongi, para que nos contasse sobre seus desafios nesse momento de pandemia do Coronavírus (COVID-19) e também sobre as emoções sentidas ao conferir o conto “A Última Chance” como leitora Beta. Confira:

LARISSA: Muitas pessoas não entendem o papel de um fisioterapeuta dentro da UTI. Conte um pouco pra gente.

VIVIAN: A prioridade é a mobilização precoce, exercitar o paciente crítico assim que possível, ou seja, preservar ao máximo a função muscular durante a internação. Além disso, em conjunto com a equipe médica, ajustamos os parâmetros do ventilador mecânico, (aquele respirador tão comentado pelos veículos de imprensa e que podem salvar vidas na luta contra o Coronavírus COVID-19) utilizamos estratégias para que o paciente respire sozinho o quanto antes e atuamos também na higiene brônquica.

LARISSA: Como foi que você decidiu se tornar fisioterapeuta de UTI?

VIVIAN: Quando descobri nosso potencial em cuidar do paciente crítico, tornando sua experiência na UTI menos traumática, e acima de tudo, com menos “sequelas” após esse período. É gratificante presenciar a evolução, a respiração sem ajuda de aparelhos e o caminhar sem ajuda, por exemplo.

LARISSA: Você lida todos os dias com a vida e a morte. O que você tem aprendido ao longo desses anos de trabalho?

VIVIAN: Que a morte não escolhe idade, classe social, raça ou credo. Podemos trabalhar com a melhor equipe do mundo, com os recursos mais avançados, mas se é o momento de partir, ele acontecerá. Temos que aproveitar, portanto, ao máximo nossa vida. Além disso, somos seres humanos cuidando de outros seres humanos, e podemos errar, todos temos nossa história, e se tratarmos o outro com carinho, a estadia hospitalar torna-se menos penosa.

Vivian Limongi é coordenadora de fisioterapia em hospital de Piracicaba

LARISSA: Quando você era uma estudante de fisioterapia, imaginava que um dia viveria os desafios de uma pandemia?

VIVIAN: Não, nunca imaginei que um dia enfrentaria algo assim. Parece que estamos vivendo uma realidade paralela.

LARISSA: Você trabalha em um hospital que se tornou referência para atendimentos graves de pacientes com COVID-19. O que esses dias de pandemia tem representado para você como pessoa e como profissional?

VIVIAN: Tenho orgulho por estar na linha frente, mas existe o medo de contrair a doença e transmitir para aqueles que estão mais próximos. A equipe tornou-se muito dependente, senti o peso da responsabilidade na transformação de nossas rotinas. Tudo é muito novo, estamos no processo de entender a evolução da doença.

No caso do isolamento social, tenho refletido o quanto a humanidade estava acelerada, quantas coisas nós fazemos no dia a dia, e o quanto não valorizamos o abraço.

LARISSA: Como os profissionais da área de saúde estão reagindo a esse momento desafiador contra a pandemia do Coronavírus (COVID-19)?

VIVIAN: Os profissionais estão lidando com um perigo invisível, e no escuro, porque não existe a cura, e as únicas formas de prevenção até então são o isolamento social, a lavagem de mãos e o uso de EPIs. O medo é companheiro fiel, mas talvez isso se transforme num auto-cuidado mais eficaz.

LARISSA: Qual o maior aprendizado que você está tirando disso tudo?

VIVIAN: Que não temos o controle sobre tudo, todos os planos foram adiados por conta de uma pandemia. E o quanto nossos amigos e familiares são fundamentais.

LARISSA: Como as pessoas podem ajudar os profissionais de saúde nesse momento de pandemia?

VIVIAN: Primeiramente se cuidando e cuidando do outro, lavagem de mãos e isolamento social quando possível. As doações são muito bem-vindas.

LARISSA: Você é uma fisioterapeuta que escreve livros de romance,  haja vista as obras que produziu em coautoria comigo, como A Intocável e Como Pétalas ao Vento. Conte-nos o que suas histórias representam para você.

VIVIAN: Escrever histórias é uma forma de exteriorizar os sentimentos, construir mundos imaginários, e sair um pouco do ambiente hospitalar, geralmente hostil. Gosto também de pensar que há sempre um aprendizado transmitido para o leitor.

Eu e Vivian Limongi durante noite de autógrafos do nosso livro “A Intocável – Um amor, um pacto, uma renúncia”, na Nobel do Shopping Piracicaba

LARISSA: Como é receber uma dedicatória em uma história de romance inspirada na luta contra a pandemia do Coronavírus (COVID-19), já que os livros tem tanto a ver com você?

VIVIAN: Foi uma surpresa maravilhosa, posso dizer que uma verdadeira declaração de amor (risos)! É uma honra ser lembrada pela minha amiga, comadre, autora e super mulher Larissa Molina.

LARISSA: Para finalizar, você que já leu o conto A  Última Chance, conte-nos o que os leitores podem esperar dessa história inspirada na pandemia do Coronavírus (COVID-19) . Só não vale dar spoiler hehe.

VIVIAN: Eu ameiiiii… não conseguia parar de ler para saber o que aconteceria no final. Me vi em muitas situações vividas pela personagem principal. É um espelho de tudo que estamos vivendo hoje.

E você, está pronto para essa grande viagem em “A Última Chance”?

2 respostas para “Conto “A última chance” foi dedicado a uma escritora e fisioterapeuta de UTI que está na linha de frente contra o Coronavírus (COVID-19)”

  1. Minha querida amiga, sempre talentosa e surpreendente! Está junto comigo em pensamento nos dias de batalha, e me deu de presente uma homenagem inesquecível! Amo vc!

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