A crise do mercado editorial

Olá, amigos! Um de meus artigos de opinião foi publicado na Gazeta de Piracicaba 😊 Passo por aqui para contar essa novidade e também deixar o texto por aqui para que vocês possam ler. O assunto? Aquele que tem nos tirado o sono: a crise do mercado editorial brasileiro. Boa leitura. 😉

Recentemente assisti, em um renomado jornal, uma matéria jornalística a respeito dos desafios enfrentados pelo zoológico do Rio de Janeiro, frente ao verão tão intenso que o estado tem vivenciado. Os bichos estavam sofrendo com o calor e, então, inusitadamente, eles decidiram instalar aparelhos de ar condicionado nas jaulas e servirem, até mesmo, uma espécie de picolé com frutas para os animais que mais sofrem com as altas temperaturas. Por mais curioso que seja, isso me fez refletir sobre a crise editorial que nosso país está vivendo. Vou explicar melhor…

É fato que o ano de 2018 foi marcado com a triste realidade de que gigantes da área editorial fecharam suas portas por falta de recurso financeiro, como é o caso da rede Fnac que se retirou totalmente do nosso país, bem como de algumas lojas da rede Saraiva e também da Cultura. Porém, ao contrário do que se imagina, o que mais temos visto a respeito é que a crise não vem do hábito de leitura do brasileiro, mas sim da forma com que os livros são comercializados e produzidos, haja vista uma recente declaração do CEO do Clube de Autores, Ricardo Almeida, para o PublishNews. E é aí que entra a história do picolé servido nos zoológicos do Rio de Janeiro: criatividade é a ordem da vez.

INFORMAÇÃO

Nunca tivemos acesso a tantas informações como atualmente. Segundo o psiquiatra e escritor, Augusto Cury, uma criança de sete anos tem mais informações do que o imperador romano João tinha em meados dos anos 400. É o que a era digital nos proporcionou. Junto a isso, surgiram as transformações que acontecem aceleradamente e nos forçam à adaptação — e ela deve acontecer tão rápido quanto. Assim, os mais fortes e, portanto, os vencedores, são aqueles que usam da criatividade e da inovação. Vivemos um momento de recriação de nosso mercado editorial.

Enquanto sofremos aqui, a realidade na China é de nos dar inveja. O país registrou crescimento no número de suas livrarias em 2018, cerca de 10 mil a mais em relação ao ano anterior, de acordo com a Associação de Distribuidores de Livros e Periódicos. Hoje os chineses contam com 225 mil livrarias espalhadas pelo país, o que significa uma livraria para cerca de 6 mil cidadãos. Já no Brasil, esse número é bem abaixo, temos 2.500 livrarias, ou seja, uma loja para aproximadamente 84 mil brasileiros. Esse crescente desenvolvimento se deve às políticas governamentais realizadas na China, como isenção de impostos e até financiamentos na área.

A empreitada para salvar nosso mercado editorial será árdua e longa, mas como autora publicada, prefiro ser uma otimista incurável, apostar na criatividade de nossos livreiros e no apoio governamental que podemos conquistar nos próximos anos. Eu diria que os livros são o coração de um país, quem lhe garantirá o registro de seu passado, a esperança no tempo presente e o crescimento de nossas crianças no futuro. Portanto, que seu poder não seja negligenciado.

E você, o que pensa sobre isso? 👀

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